Me descobrindo jogando tudo pro alto e mudando de vida
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Me descobrindo jogando tudo pro alto e mudando de vida.

Me descobrindo jogando tudo pro alto e mudando de vida.

By on out 6, 2015 in Blog | 0 comments

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Viva a mudança

Viva a mudança

Sabe…quando decidi viajar não imaginava que ia ser tão difícil fazê-lo. A todos que contei sobre, em especial nesse último ano me parabenizavam pela coragem. Eu não diria que foi corajoso porque quando você tem fé em você mesmo e sabe que está no caminho certo todos os medos e incertezas (e são muitos, acredite) diminuem ao tamanho de uma barata e você consegue pisá-los muito facilmente.

O que não esperava era a carga emocional que iria ter que enfrentar principalmente depois que decidi abrir para todos e não só para os mais íntimos minha escolha.

 

Para cada escolha uma renúncia.

Para fazer a viagem abri mão de muitas coisas. De um futuro profissional estável. Das coisas que tinha adquirido. De ter meu cantinho (as vezes bate saudade da nossa cama). Dos amores que se afastaram porque a relação tinha data de validade (e não as julgo, talvez fizesse o mesmo) e dos amores que compraram a briga até quase o último instante. De acompanhar a vida dos amigos, sentar para tomar um chopp, trocar confidências, reclamar, festar…

Para cada nível de desapego tive que me preparar. Não é fácil você ser criado acreditando que deve ter a vida da família Doriana e de um momento para outro começar a desconstruir tudo e enxergar que outro mundo é possível, porém quase ninguém do seu círculo acredita nisso, você está sozinho com seus ideais.

É difícil perceber a cara de “esse cara é louco” ou “queria fazer isso, mas é loucura largar tudo que tenho” quando falava da viagem. Porém assim como escolhas geram renúncias perdas sempre geram aprendizados.

 

Para cada desapego mais liberdade.

Começo do ano quando avisei que iria sair do meu emprego foi como terminar um namoro. Demorei 3 dias para conseguir falar com minha chefe, porém quando sai do escritório parecia que um elefante havia saído de minhas coisas. E mais um elefante caiu do meu ombro quando doei minhas roupas e vendi minhas coisas. Outro escorregou quando entreguei o apartamento já vazio. Mais um pulou da minha cabeça no meio de choros quando me despedi de São Paulo e o maior de todos quando me despedi de minha família.

No fim foi sofrido, hoje faz uma semana que estou no Chile e me sinto mais leve que nunca. Nunca tive tanta certeza de quem são meus amigos, de quem foram meus amores, do que realmente preciso para viver e com quem posso contar sempre independente da distância. As pessoas vêem o desapego como falta de compromisso, de sentimento e hoje eu vejo que é o contrário, quando você larga algo você a deixa livre para crescer e voar e quando retorna pode ter certeza que por maior que seja o abismo entre vocês o carinho e a amizade sempre estará lá. Tudo isso é muito mais confortante do que estar junto e “cuidar” sempre. A liberdade é indescritível e é incrível como a distorcemos no nosso dia a dia e vai num caminho oposto do “apego” como conhecemos.

Sabem aquele texto “É preciso ir embora” que circulou por ai a algum tempo atrás? Quando você larga o comodismo e vai embora você se toca que não é o centro do universo, que a vida segue sem você. E isso pode ser assustador no começo mas quando você aceita isso é libertador, te faz mais humilde e mais preparado para encarar qualquer tipo de perdas.

 

Viva as experiências do presente.

Ontem conheci o blog das meninas do Wanderlust mochileiras. Elas irão viajar a América no próximo ano e já montaram um blog (isso que chamo de ansiedade, hehe) porém um dos últimos posts delas, sobre se apaixonar antes da viagem foi algo que me identifiquei.

Acho que todos passamos por percalços durante planejamentos a longo prazo, alguns nos fazem ajustar o caminho para incluir ou excluir algo nele. E uma das coisas mais valiosas que aprendi, e foi a duras penas foi que experiências inesquecíveis não tem duração definida. Em 2014 abdiquei de muitas coisas pensando na viagem (era para começá-la em março, mas algumas coisas me fizeram postergar). Uma das coisas foi deixar de me envolver emocionalmente por causa dela, não foi uma defesa ou qualquer coisa parecida, foi a tendência que temos de sempre por o futuro a frente do presente. E isso nos faz não viver plenamente pois sempre queremos adivinhar quais são as consequências no futuro. Depois que aprendi o feitiço virou contra o feiticeiro, as pessoas não queria se envolver porque iria embora.

Foi engraçado mas foi revelador o quanto nos prendemos a achismos e não nos jogamos em algo (seja um amor, uma viagem, uma mudança de vida) por medo ou receio ou até por “não ter data de validade”. Uma história com data para acabar pode ser muito mais intensa e inesquecível que muitas que duram anos. Aposto que todos vocês que estão lendo isso tem alguma experiência louca e inesquecível que tenha durado somente um dia, uma noite ou uma semana.

Depois de tantos desapegos e despedidas resumo tudo a um primeiro aprendizado que tive antes de botar o pé no avião: Viva o presente e não se preocupe com a duração das coisas. O mundo dá voltas e algo que você viveu hoje pode resultar em algo muito bom anos depois. A felicidade é feita de momentos.

Viva a vida plenamente e não tenha medo de mudar quaisquer aspecto da rotina se necessário. A dor do comodismo é eterna enquanto a dor da mudança é momentânea.

Ligue o Foda-se e seja feliz

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