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180 dias de viagem, 6 países, 38 lugares e parece que foi ontem que peguei o avião em SP e parti rumo a essa aventura que começou em Santiago, no Chile.

Ando meio of do blog e do instagram pois esse mês foi bem corrido, como tenho reservado o passeio de Machu Pichu que vou fazer com a Mari, a primeira pessoa que teve coragem de tirar férias e encarar um pouco da minha viagem tive pela primeira vez que ter uma data fixa para chegar em algum lugar. Não foi fácil mas aqui estou eu em Arequipa com 3 dias de folga até sua chegada em Cusco, :). Prometo que depois de Cusco vou dar um gás e colocar tudo em dia, tem muita história a contar desse último mês.

Fiquei curioso para saber o acumulado desses meses e fiz as contas do acumulado. Em 6 meses de viagem eu:

  • Fiquei 63 noites na casa de 19 CouchSurfers
  • 32 noites em 8 diferentes hostels
  • 29 noites acampado em 9 diferentes lugares.
  • 7 noites viajando em ônibus
  • 2 hotéis de sal no meio do Salar de Uyuni
  • 37 noites na casa de 5 amigos
  • 10 noites matando as saudades dos cuidados da mamãe, 🙂
Céu de Cabo Polônio acampando no meio das dunas

Dos 38 destinos:

  • 26 foram alcançados de ônibus
  • 8 de carona
  • 3 de avião
Pedindo carona no cruzamento para El Calafate

Pedindo carona no cruzamento para El Calafate

O total gasto foi de R$ 20.985,53, o que dá uma média de R$ 3.497,59 por mês. 17% a mais que o planejado. Acho que a parte mais difícil está sendo realmente diminuir meu padrão de vida. Mas vamos trabalhando nisso, 🙂

Bom…vamos aos números do  mês.

 

Balanço financeiro

Mais um mês dentro da meta! Foram R$2.940,52 (98%). Como o mês foi corrido, ficando não mais de 3 dias em cada lugar os gastos com restaurante e transporte se elevaram, assim como pacotes turísticos, já que o tempo para explorar por conta foi escasso. Sorte que o norte da Argentina assim como a Bolívia são regiões bem baratas. A divisão se deu da seguinte forma:

  • 6% em bebidas (cervejas, águas, refrigerantes, cafés… comprados na rua ou em bares).
  • 1% em taxas (IOF e taxas de saque).
  • 7% no mercado (comida e bebida).
  • 0% entradas de festas.
  • 21% em restaurantes.
  • 10% em compras.
  • 28% em atividades turísticas (entradas de parques, tours, etc)
  • 25% em transporte (onibus, taxis, etc..).
  • 3% em  alojamento (campings, hostels,etc..)
  • 1% outros

Balanço de aprendizagem

A principal coisa que aprendi é que não quero viajar pinga-pinga, rs. Ficar tão pouco tempo em cada lugar não faz com que você se conecte a rotina ou as pessoas. Com o tempo o sentimento que aflora é que você acaba não pertencendo a lugar nenhum. Não tem uma casa para voltar e muito menos tem tempo para pousar e se acostumar com o que passa ao seu redor. Parece que você está num limbo dimensional e que não faz parte de nada. Nem da vida das pessoas que você conhece tão pouco da realidade em que está inserido. Depois de Cusco os próximos meses serão de mais tempo nos lugares, experimentando trabalhos em hostels e voluntariados.

Eu sempre fui muito procrastinador em todos os quesitos da minha vida. Sempre deixei para depois decisões, ações ou simplesmente algo que deveria falar para alguém. Viver com uma rotina te dá manga para fazer isso. Você sempre vai ter tudo a disposição e sempre poderá reencontrar as mesmas pessoas outra vez.

Esse mês intenso serviu para que aprendesse a ser mais imediatista. Tomar decisões, agir, falar o que acha e sente…tudo isso deve ser feito na hora já que no próximo minuto TUDO pode mudar. Perdi muitas oportunidades deixando pra depois e ganhei outras praticando o agora. Me senti mais livre de pensamentos e inclusive tendo a cabeça mais clara para o futuro sem ter que me preocupar com qualquer coisa mal resolvida do passado.

Até quando você viaja de uma maneira que não é a que gostaria o universo te trás algo para pensar e botar em prática na sua vida, basta estar aberto, ;).

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