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Puerto Varas é uma daquelas cidade que não estava no meu roteiro mas falaram tanto dela que decidi passar alguns dias lá, e valeu a visita. A cidade é bem pequena e charmosa e de cara você percebe a influência da colonização germânica da região, casas estilo enxaimel e de madeira compõe as ruas ornadas de rosas e outras flores por todos os lados (Puerto Varas também é conhecida como cidade das rosas.).

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Catedral da cidade também tem o estilo germânico.

 

puerto varas

O charme e as texturas das casas de Puerto Varas

A imponência do vulcão Osorno e a grandiosidade do Lago Llanquahue.

Puerto Varas é hoje considerada uma futura Pucón pois assim como está situada a beira de um lago (O lago Llanquahue, o segundo maior lago do Chile com 200km de costa) e entre dois vulcões, o imponente porém extinto Osorno (onde existe uma pequena pista de esqui) e o vulcão Calbuco que entrou em erupção em março enchendo de cinzas a cordilheira e parte das cidades argentinas.

Também como Pucón ao seu redor oferece opções de trekking, rafting, cayaquing…sendo um destino turístico bem completo. Porém Puerto Varas ganha de Pucón no quesito preço, sendo considerada pelos próprios chilenos a cidade mais cara do Chile (e realmente é caro ficar por lá).

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Lago Llancahue e o vulcão Osorno vistos de Puerto Varas

Frutillar, Pretrohue e Enseñada: Circundando o lago Llanquahue.

Puerto Varas é a maior das cidades que ficam a beira do lago Llancahue, há  também pequenas vilas por perto a um ônibus de linha de distância que valem um bate-volta. Fui em 3 delas: Frutillar, Petrohue e Enseñada.

Frutillar é uma vilazinha charmosa de colonização alemã e fica mais ou menos a 30 min de ônibus de Puerto Varas. A vila tem duas ruas e umas 6 quadras.

Apesar de extremamente pequena e calma sedia festivais internacionais de música clássica em seu grande anfiteatro a beira do lago.

Frutillar

Piano decorativo a beira do lago em Frutillar.

Já nem sei se posso chamar Petrohue e Enseñada de vilas pois não há nada mais que meia dúzia de casas e alguns comércios. Enseñada é a porta de entrada para a rodovia que sobe o vulcão Osorno em direção a sua pista de esqui e Petrohue é nada mais que um porto que liga o Chile a região de Bariloche na Argentina através do Lago de Todos os Santos.

É também por esse lago que nasce o rio Petrohue, que com suas águas azul turquesa e bonitos saltos são um dos mastigados destinos turísticos que podem ser conferidos visitando o Parque Petrohue.

 

 

petrohue

Rio Petrohue

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Visual da base do vulcão Osorno

 

Museu Pablo Fierro

O responsável para Puerto Varas ganhar mais uma estrelinha e passar Bariloche em minha preferência é o Museu Pablo Fierro.

Pablo Fierro é um artista chileno que começou seu trabalho a mais de 20 anos desenhando e pintando as antigas casas da região, todas de arquitetura germânica. Em 2002 a prefeitura de Puerto Varas doou ao artista uma casa abandonada com a qual ele fundou seu museu.

pablo fierro

Fachada do museu

O que faz essa casa ter me marcado é que ao adentrar nela você sente como em poucos lugares  a alma e a devoção de Pablo em tornar aquilo realidade.

A entrada é gratuita e o próprio artista abre e fecha o museu. Ele passa o dia trabalhando e explicando seus futuros planos de melhorias e mudanças na casa enquanto você literalmente entra em sua cabeça viajando pelas fotos e objetos antigos espalhados por todos os cantos.

Eu arrisco dizer que foi um dos melhores museus que já entrei até hoje pois foi o único que me deixou emocionado não pela técnica ou pela história de alguma obra ou artista, mas pela emoção e nostalgia que o ambiente todo te proporciona. Vale a visita.

pablo fierro puerto varas

Cartas de visitantes estão espalhadas por todos os cantos do museu.

 

pablo fierro puerto varas

Cada detalhe pode ser interpretado como um episódio na vida do artista ( e muitas vezes nas nossas também)

A primeira impressão que tive de Puerto Varas foi como de um lugar em construção para ser mais um destino turístico mastigado com vários passeios prontos para quem quisesse visitar. Porém não sei se é porque ainda é pequena e talvez um tanto ingênua a cidade me conquistou. Ainda há alma por ali ( o Museu Pablo Fierro é uma prova disso). Quem sabe quando se tornar a “Pucón Gourmet” que pretende ser caia no meu conceito. Mas por enquanto é um destino a se conferir pela região dos lagos chilenos.

 

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