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Uma das cidades mais bonitas que já visitei. De uma intensidade imensa (no bom e mau sentido).

Uma das cidades mais visualmente desigual que já vi. E também uma das mais democráticas.

A cidade que samba entre sua beleza e seu caos. Que se equilibra em uma linha fina que parece que vai arrebentar a qualquer momento, mas com jeitinho nunca arrebenta.

A excitação da imprevisibilidade, a atração dos morros verdes e do suor dos corpos sarados pela praia. O ar quente e úmido transpira a samba e sexo. Esse é o Rio de Janeiro.

rio de janeiro

Vista do cristo de cima do Morro da Urca

Rio de Janeiro: Ícone do Brasil para o mundo.

O Rio é disparada a cidade mais visitada do Brasil. Poderia ser uma das mais turísticas do mundo se não fosse a imagem negativa que temos lá fora. Não quanto ao povo, o mundo todo ama os brasileiros, ama nosso jeito de viver, nossas belezas naturais, nossas cores e nossa cultura. Porém o mundo também receia a linha que citei acima, a linha que divide uma sociedade alegre, receptiva, simpática de uma sociedade em guerra civil, uma das mais desiguais do mundo e das mais violentas também. E a cidade te mostra tudo isso como um tapa na cara.

Enquanto outras grande cidades escondem essa desigualdade dividindo as zonas nobres da periferia, seja através do planejamento urbano ou pelo transporte público no Rio “não tem esse caô aí mermão!”. Ela escancara e esfrega na sua cara. E o engraçado é que ela invés de assustar atrai, vira uma atração turística…o caos paradoxalmente seduz quem vem da ordem.

rio de janeiro

Favela e o Cristo. Duas das “atrações” mais turísticas da cidade.

O resumo do Brasil está no Rio, mas claro que o Brasil não não é o Rio.

Praias de todos os tipos, prédios históricos misturados a construções contemporâneas, florestas tropicais, visuais de perder o fôlego. Tudo isso a cidade possui.

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Domingo na orla de Ipanema

Foi lá que nasceu o samba, o MPB, o funk. Sair na noite carioca é uma experiência antropológica. As elitistas festas da Gávea e do Leblon, os gringos e as prostitutas que se misturam por Copacabana e a democracia entre todos os estilos, cores e nacionalidades da Lapa se completam.

A diversidade também habita outras metrópoles como São Paulo, mas nada é tão escancarado como o Rio. A cidade reflete seu povo, essa é a regra.

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Uma das centenas de barracas de praia em Ipanema.

O carioca e o estilo de vida do Rio.

O carioca é o que define o Rio. Dá uma cara a cidade. Assim como o gaúcho, o paulista, o mineiro, o baiano…é um povo com seu método de vida, o típico “jeitinho brasileiro” deve também ter nascido lá, porque parece que a cidade funciona sob esse pilar principal.

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Futebol na praia.

Esqueça regras de transito, horários comerciais, regras sociais. Cada um vive no limiar da boa convivência, o carioca pode ser muito amigável e no outro dia esquecer que você existe. A vida flui como água e o compromisso não é algo que se espera com frequência. Algumas pessoas se adaptam a tal modo de vida, outros fogem assim que podem. Viver no Rio não é para qualquer um. Conheço gente que não conseguiu, gente que quer fugir assim como quem se apaixonou e não pensa em morar em outro lugar do mundo. O Rio é uma cidade de extremos, deixe o meio termo pra outro lugar. Aqui é 8 ou 80.

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Mate gelado, que junto com o biscoito Globo são as duas coisas típicas das praias cariocas.

Definitivamente o Rio de Janeiro é um dos lugares do mundo a se visitar, se viver e se experimentar antes de morrer.

E boa sorte!

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Pôr do sol no Museu do Amanhã.

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