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“Seja para onde sua jornada te levar…que seja boa, má ou indiferente, somente continue caminhando. O crescimento vem através da luta e da dor. A felicidade vem quando você se deixa levar.”
 
Uma das barreiras que tinha em mente romper com minha viagem era “se deixar levar”. Talvez essa esteja sendo a parede mais difícil de quebrar.
Eu sempre vivi na base de cronogramas, de planos, de idéias…sempre vivi no futuro e começar a pensar no presente . Aproveitando o momento sem pensar se aquilo vai durar ou não (claro que sempre conscientemente e com responsabilidade) sempre foi um desafio pra mim, e ainda o é.
Esses quase 2 anos de estrada foram baseados em cronogramas e/ou datas limites para eventos ou para encontrar pessoas pelo caminho. E a dificuldade em me desvencilhar de mais esse ilusão de segurança permanecia.

” O coração tem razões que a própria razão desconhece.”

As últimas semanas me pregaram uma peça:
1. Tinha a escolha de voltar ao Brasil no última dia 10 de julho.
2. Permanecer na África.
3. Aproveitar uma passagem mega barata para a Europa.
Senti me coração e como contei em um post no facebook perdi meu voo, o que deixei no Brasil voou e tomou outros rumos, não era o momento de voltar.
Me sobraram duas opções: Continuar experenciando a África ou aproveitar o verão europeu com os muitos amigos que tenho por lá? Racionalmente a segunda opção parecia válida: Europa, festas, praia, lindas mulheres, amigos e de quebra a oportunidade de trabalhar um mês num retiro de yoga na Suécia.

Mas como disse…racionalmente falando.

Algo dentro de mim ficava (e ainda fica) incomodado quando penso na possibilidade de tomar esse voo. Parece que estou perdendo algo importante. Deixando um vazio no meu caminho, me desviando da estrada. O mesmo sentimento que tive quando estava pegando o voo para vir a África do sul.
Viver escutando seu coração depois de tanto tempo racionalizando as coisas tem suas armadilhas. E voltar a racionalizar é muito fácil. Como disse Blaise Pascal lá em 1669 e em infinitas versões da música de João Gilberto: ” O coração tem razões que a própria razão desconhece.”
Tive um lance de impulsividade e euforia quando fui tomado pela razão e comuniquei a muitos dos meus amigos que estaria na Europa em Agosto. Mas respirei fundo, aplaquei a minha ansiedade e ouvi meu coração, que fica feliz  quando me imagino cruzando a África.
Tem um pequeno trecho do livro “A Décima Segunda Profecia de James Redfield que tenho botado em prática e tem surtido efeito: Em um determinado momento dois amigos estão conversando sobre escolhas e destinos. Um pergunta para o outro: “E quando eu estiver em dúvida sobre qual o caminha certo a seguir?”. E ele responde: “Tente se imaginar em ambas as situações. O caminho em que você tiver mais clareza e facilidade em se visualizar é o caminho certo.”.
Se fosse para a Europa novamente estaria vivendo na base de cronogramas. Se fosse para a Europa não estaria me deixando levar. Não seguiria meu coração. Estaria colocando um reboco na muralha e não dando uma martelada mais.
Então vocês continuarão acompanhando minhas experiências pela África. Hoje estou convicto e de consciência limpa de que estou seguindo o caminho que deveria seguir. 🙂

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