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A Suazilândia é um país minúsculo então não é muito complicado chegar aos lugares. Ao contrário da grande maioria dos países africanos praticamente todos os parques podem ser alcançados facilmente.

Suazilandia

Mapa da minha semana em Suazilândia.

Como ir até a Suazilândia

A maneira mais barata de ir ao reino (caso não tenha seu próprio carro) é ir de minibus partindo de Johannesburgo, você pode conferir no site do Reino de Suazilândia as companhias que fazem isso. O preço é um pouco salgado, principalmente devido a falta de competição: varia de 450 a 600 rands (entre 110 e 150 reais) o trecho.
Pegar a van tem suas vantagens. Além de te servirem um lanchinho e água você não pega fila na fronteira. Aliás não precisa nem dar as caras, o motorista leva seu passaporte e trás ele de volta carimbado. Foi a divisa mais fácil de passar na minha vida.

É recomendável fazer a reserva com antecedência porque geralmente as vans vão cheias (se você chegar na hora e insistir um pouquinho vão dar um jeito, mas melhor não arriscar). E se mandar e-mail e não te responderem não precisa ficar encucado que parece ser normal por aqui. Fiz isso duas vezes e meu lugar estava lá reservado. Na primeira vez pensei que não tinham recebido, fui ao hiking point e acabei pegando outra van. No meio do caminho ligaram para o motorista perguntando se haviam duas pessoas com ele que não tinham reservado , haha.)

Os parques Nacionais

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Gnus no Mlilwane Sanctuary.

O país é cercado por reservas naturais e a estrutura é ótima. Não é difícil chegar até eles pegando uma kombi, os preços são acessíveis e os campings e hostels bem equipados. A Suazilândia é um país minúsculo, então tudo é muito perto, a distância entre os parques não ultrapassa 100km.

A Suazilândia tem 3 principais reservas: Mlwane Wildlife Santuary, Hlane Royal National Park e o Mkhaya Game Reserve. Os outros parques são bonitos, mas a probabilidade de ver grandes mamíferos é bem pequena.

Hospedagem e entrada para os 3 parques podem ser vistos no mesmo site biggameparks.org

Mlwane Wildlife Santuary

Localizado em Ezulwini Valley, também chamado de “Valley of Heaven” a reserva nacional fica a cerca de 20 km da capital Mbabane. O Santuário foi a primeira zona de conservação criada no país e é possível dirigir ou caminhar ao redor. Há hipopótamos, crocodilos, zebras e diferentes tipos de antílopes. Existe um hostel dentro do parque, assim com espaço para acampar e lodges privados. Os preços são bem acessíveis e as kombis saindo da cidade te deixam a cerca de 3km da entrada. Então você pode caminhar ou pedir carona, sua escolha.

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Hipopótamos tomando sol em Mlilwane.

Hlane Royal National Park

Não tive tempo de ir ao Hlane mas me parece bem interessante pois os preços dos walking safaris e game drives são bem atrativos e é possível chegar a porta do parque de kombi. Ao contrário do Mliwane não é possível caminhar ou dirigir sem o acompanhamento de um guia.  Possui leões, elefantes e rinocerontes.

Mkhaya Game Reserve

Não fui ao Mkhaya por dois motivos: Falta de tempo e por ser bem caro. O parque é a zona de conservação e reabilitação da população de rinocerontes do país. Você necessita reservar sua entrada com antecedência, o preço é salgado e não é possível caminhar ou dirigir ao redor sem o acompanhamento de um guia (que obviamente exige um custo extra). O preço da hospedagem também não é das melhores, mas se puder/quiser acampar se torna mais acessível. O parque foi fundado em 1979 para proteger uma espécie de gado da região da extinção.

Outros parques

Mantenga Reserve: Esse pequeno parque tem uma cachoeira e apresentações diárias das tradicionais danças Swazis assim como uma vila Swazi para visitação guiada, onde se explica um pouco da cultura, tradição e como os Swazis viviam no passado.

A 1 km há um hostel e logo em frente um mercado de artesanias muito bom, que suporta a produção da população local e com preços acessíveis (apesar de que o mercado de Lobambo era ainda mais barato).

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Vila típica Swazi no Parque Mantenga

Malolotja Natural Reserve:  É a maior reserva da Suazilândia e a mais selvagem. Conta com mais de 200 km de trilhas e 17 campings, nenhum com estrutura (como lojas ou restaurantes, portanto leve sua comida!). Se você gosta de trekking vai estar no paraíso, mas quanto a fauna não espere ver mais do que antílopes, zebras, gnus e pequenos mamíferos, além de lagartos e cobras.

Perto do parque passam as corredeiras do rio Komati, onde se pode fazer canoagem e rafting.

Phophoniane Natural Reserve: Todos os Swazis que conheci falaram que deveria ir nesse parque. Mas ele ficava na contramão de todos os outros, em direção a Piggs Peak. Phophoniane fica ao norte de Peaks Pigg e com seus rios, cachoeiras e vegetação verde e abundante destoa das savanas amareladas do resto do país. Também é a casa das formações rochosas mais antigas do mundo.

As cidades

Somente 20% da população swazi vive nas cidades, então pode imaginar que nenhuma delas seja muito grande. A Capital Mbabane tem pouco mais de 60 mil habitantes, não há muito o que fazer na cidade, apesar de ser um bom ponto de parada para comprar comida. Na cidade você também pode fazer o trekking da Sibebe rock, a segunda maior rocha de granito do mundo, é uma montanha de pedra que circunda a cidade. lá de cima você consegue entender porque os ingleses mudaram a capital de Lobambo para Mababane simplesmente “porque a vista é maravilhosa”.

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Vale no topo do Sibebe Rock.

Manzini é a maior cidade do país, com pouco mais de 100 mil habitantes e o centro industrial swazi. Eu não passei pela cidade mas pelo que li ela é um tanto perigosa. Se decidir dar uma passada tome cuidado com seus pertences.

Lobambo é uma vila que fica entre Mbabane e Manzini. Fica a 3 km do Mliwane Sanctuary e abriga a residência real, a catedral do país e o museu de história da Suazilândia que não vale a pena, o preço é salgado e pouco é oferecido. Entre Mbabane e Lobambo você pode parar no “Corner Mall”, é um mini shopping que fica no cruzamento de duas rodovias. Ao lado do shopping há uma pequena feira de artesanatos com preços super acessíveis.

Piggs Peak é uma vila praticamente abandonada. Antiga residência dos mineiros que extraiam ouro da região, virou destino turístico. Pode servir de base para visitar o parque nacional Phophoniane, que fica logo acima.

A moeda da Suazilândia

A moeda suazilandesa se chama lilangeli (no plural emalangeni) e a cotação é a mesma do sul-africano Rand, ou seja, hoje (julho/2017) 1 real compra cerca de 4 emalangeni. O Rand é bem aceito no país, você pode pagar tudo com a moeda sul-africana. Mas tome cuidado porque o contrário não acontece. Então antes de sair do país troque todos os seus emalangeni por rands, a não ser que queira fica com elas como souvenir.

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