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O dia internacional da mulher é comemorado dia 08 de março em lembrança a greve das operárias da indústria têxtil na Rússia em 1917. Elas protestavam contra a fome, o czar e a participação russa na I Guerra Mundial. Esse acontecimento resultou na Revolução de Fevereiro e até hoje é considerado feriado nacional na Rússia.

A data foi recuperada na década de 60 por grupos feministas e nos anos 70 começou a ter mais atenção da mídia. Com o tempo o sentido foi sendo diluído e virando uma data comercial, onde os homens demonstram seu apreço e amor pelas mulheres (como aqui no ocidente). Felizmente o sentido original está sendo aos poucos devolvido a data, graças a ascensão recente do movimento feminista.

A África do sul tem seu próprio Dia Nacional da mulher, feriado nacional que relembra um dos maiores protestos da história do país, onde cerca de 20 mil mulheres marcharam até o palácio do governo em Pretória para protestar contra o “pass law” (lei do passe). A lei segregacionista que exigia um “passe” carimbado para que os negros pudessem adentrar e circular em áreas “brancas”.

A marcha foi organizada pela Federação da Mulher Sul-Africana. As mulheres permaneceram 30 minutos em frente ao edifício cantando  “When you strike a woman, You strike a rock! And you be crushed!” (Se você bate em uma mulher, você bate em uma rocha! E você vai ser esmagado!). Essa frase até hoje representa a coragem e força da mulher sul-africana.

Se você bate em uma mulher, você bate em uma rocha!

Em 1995, após as primeiras eleições livres e o fim do regime do appartheid o Dia Nacional da Mulher é celebrado e declarado feriado nacional. O mês de agosto é considerado o mês nacional da mulher. Vários eventos organizados por mulheres em posições de poder e tomada de decisão marcam o mês ao redor do país.

Após o fim do appartheid e a renovação da constituição muitos avanços foram conquistados. antes de 94 a representatividade feminina no parlamento era de apenas 3% e na assembléia nacional de 27,7%. Hoje a representatividade em todas as esferas políticas de tomada de decisão chega a 48%.

Porém longe da equidade, uma das bases da constituição sul-africana as mulheres continuam a sofrer com uma sociedade extremamente machista onde a violência doméstica, o estupro, o assédio sexual e a liberdade de escolha profissional e educacional ainda são grandes problemas a serem combatidos e relembrados durante esse mês por aqui.

 

 

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